016 Porto Alegre: 1892-1930”. Ao trazer à luz o olhar italiano no edificar desta cidade, emergiu também o nome Boni. E foi conversando com Menegotto que, aos poucos, bem devagar mesmo, comecei a tentar organizar na cabeça o que seria possível fazer. Um livro? Uma exposição? Mesmo assim, aquele meu projeto antigo – de conhecer e tornar mais conhecido o trabalho feito por um imigrante italiano na cidade que ele escolheu como sua desde o início do século XX – seguiu adormeci- do até o começo de 2024. Foi quando convidei para uma reunião o também colega Maturino da Luz e apresentei minha proposta a ele. As alternativas erammuitas, mas, afinal, a formatação, acrescidas de valiosas sugestões do Maturino, se manteve próxima do inicialmente pensado. Assim, chegamos finalmente a este livro, aquele meu antigo projeto se rea- lizando! E começo apresentando uma biografia afetiva, um texto que reúne estudos que fiz ao longo da vida com ensinamentos e aprendizados que re- cebi da minha mãe Amarilli Boni Licht, do meu pai Henrique Felippe Bonnet Licht, das minhas avós Giuditta Lupi Boni e Lezith Bonnet Licht e dos meus tios e tias Bice Lupi, Danilo Boni, Claudia Boni Acauan, Oliviero e Ada Boni, Benito e Siegrid Boni e Maria Luiza Bonnet Licht que, nos diferentes períodos que tivemos de convívio, me mostraram o significado e a importância da me- mória e dos afetos. Continuando, entramos numpercurso de projetos e obras, conduzidos por um grupo de qualificados colegas, graduados em diferentes escolas e em distin- tos períodos, mas que nos trazem de comum, com o apuro crítico de estudio-

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