017 sos das cidades e de suas edificações, o gosto e o respeito pela história e pelos seus legados. E iniciamos como artigo escrito pelo arquiteto Luiz Antônio Bolcato Custódio, que nos apresenta as sutilezas de uma Porto Alegre desde seus inícios até aquela que meu avô passou a ter que descobrir ao desembarcar no Cais da Alfândega em 1910. A seguir, temos o conjunto de diversificados trajetos pelas edificações mais significativas marcadas pela assinatura de Armando Boni. Então, inicia- mos nosso passeio no coração da cidade, a Praça da Matriz. E no antigo e não mais existente Auditório Araújo Vianna, apresentado pelo colega Ma- turino, que analisa a essência e traz à luz qualidades de uma Porto Alegre que já perdemos. Em continuidade, subimos a lomba do cemitério e, guiados pela arquiteta Gicelda, vamos conhecer a inovadora proposta arquitetônica e construtiva de um dos conjuntos monumentais da nossa necrópole: o Ce- mitério São Miguel e Almas. Na sequência, voltamos ao Centro Histórico – à rua da Praia, mais especificamente – e avançamos na nossa caminhada com o arquiteto Lucas Volpatto, que vai nos mostrar atributos e refinamen- tos do ecletismo do edifício-sede da Livraria do Globo. Seguimos nossa trajetória por este currículo edificado e chegamos a quatro residências projetadas e construídas aqui em Porto Alegre: o palacete San- to Meneghetti, as casas Corbetta e a própria casa Boni. Começamos, então, como homenagem afetuosa vinda da vontade de voltar a tê-lo conosco, com as significantes palavras do colega Menegotto sobre essas quatro moradias,

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