053 no dia 06 de novembro de 1913, em Cortile San Martino, pequeno vilarejo ao norte de Parma. Armando com 27 anos, Giuditta com 24. E a lua de mel dividiu-se entre Orvieto e Florença 19 . No final de janeiro de 1914, poucos meses antes do início da primeira guerra mundial, o casal despediu-se da terra de origem, dos seus familiares e amigos, e partiu de Gênova na direção do Brasil a bordo do Duca degli Abruzzi. Essa viagem tinha seu ponto final em Buenos Aires, com escalas em Barcelona, Dacar, Rio de Janeiro, Santos e Montevideo. Armando e Giuditta desembarca- ram no Rio de Janeiro e seguiram a bordo de um Ita para o sul. Passando por Santos, Florianópolis e Rio Grande, subiram pela Lagoa dos Patos, até chegar a Porto Alegre, onde se estabeleceram definitivamente. A primeira residência do casal seguiu sendo a mesma casa da Rua Santo An- tônio, 101, alugada por Armando, ainda solteiro, em maio de 1911, seis meses depois de seu primeiro desembarque em Porto Alegre. Em 21 de abril de 1915, nesse mesmo endereço, nasceu Danilo, o filho mais velho. No início de 1916, mudaram-se para uma casa no Bairro Navegantes, na Rua Voluntários da Pá- tria, esquina coma Rua Comendador Tavares. Atravessando a rua, já o Guaíba e o trapiche da Arrozeira Brasileira. Isso possibilitou ao meu avô ter seu barco para passeios com a família e pescarias com os amigos. E lá, nascerammais dois filhos: Claudia (25/10/1916) e Oliviero (10/02/1919). 19 Também lembro da nonna contar como eles se divertiram ao ver que, no quarto do hotel em Orvieto onde passaram a noite de núpcias, sobre a cabeceira da cama havia a repro- dução de um quadro do pintor italiano Caravaggio, representando a destemida Giuditta decapitando o general Holofernes depois de seduzi-lo.

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