092 O nome do engenheiro e arquiteto italiano Armando Boni (1886-1946) é sempre citado quando se fala do antigo Auditório Araújo Vianna que por aproximadamen- te três décadas esteve situado na Praça Marechal Deodoro, em Porto Alegre, conhecida popularmente como Praça da Matriz. Nas primeiras décadas da República Velha (1889-1930) a economia do Estado tinha se diversificado. A agricultura, o comércio e a indústria propiciaram um surto de construções públicas e privadas na capital do Estado do Rio Grande do Sul. Notadamente no quadriênio entre 1910 e 1914, período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Governava o Estado o médico Carlos Bar- bosa Gonçalves (1851-1933). Isto atraiu profissionais da área da construção civil de diversas etnias, dentre eles o engenheiro-arquiteto Armando Boni. Quando Boni e sua família já residiam na casa por ele projetada na Rua Mar- quês de Pombal, surgiu a demanda para a edificação do auditório. A Praça da Matriz se constituiu desde os seus primórdios, no século XVIII, na área mais nobre da povoação, tornando-se o centro cívico-religioso. Recebeu primeiramente as edificações da face sul: a Igreja Matriz de Nossa Senhora Madre de Deus (1779-1793), que lhe emprestou o topônimo, o Palácio do Governo da Capitania (1774-1789) e a Casa da Junta da Real Fazenda (1790). Na primeira metade do século seguinte, ao lado da Matriz, foi construída a Capela do Divi- no Espirito Santo (1837-1839), conhecida como “Império”, tradição associada aos povoadores pioneiros, vindos do arquipélago dos Açores. No final do século XIX, a capela foi reformada na linguagem neogótica. Pouco antes, em 1849, a Casa da Junta da Real Fazenda foi ampliada em um pavimento e reformada no estilo neoclássico, para receber a Assembleia Provincial, e com o advento
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=