093 da República, abrigar a Assembleia Legislativa do Estado. Na década de 1920, a igreja e a capela foram demolidas para dar início à constru ção da almejada Catedral, templo que se esperava à altura da pr ó spera cidade. O antigo palácio deu lugar ao atual Palácio Piratini (1909-1921), neorrenascentista à francesa. Na face norte, que originalmente se estendia até a Rua da Ponte (atual Riachue- lo), no Segundo Império, após a Guerra dos Farrapos (1835-1845), recebeu em espaço anteriormente ocupado por este logradouro, duas novas edificações, quase idênticas, de linguagem neoclássica, o Teatro São Pedro (1850-1858) e a Casa da Câmara (1864-1871). No lado leste, desde os tempos de Vila, presume-se que foram edificadas as re- sidências mais nobres. No final do século XIX, na esquina com a Rua do Poço (hoje Jerônimo Coelho), foi construído, a partir de 1857, um prédio destinado à Assembleia Provincial, uso que não se concretizou. Inaugurada em 1871, a edificação abrigou a Secretaria de Obras e mais tarde o Comando de Armas (a partir de 1890), ficando popularmente conhecido como “Forte Apache”. Quando o antigo Palácio do Governo foi demolido para construir o atual Palácio Piratini, o prédio tornou-se sede do executivo estadual. O lado oeste da praça inicialmente não era edificado. No final do século XVIII, foi ali construído ummoinho (OLIVEIRA, 1985, p. 123). Pouco mais tarde, na se- gundametade do século XIX, este cedeu lugar à sede da Soirée Porto Alegrense (popularmente chamada de “Bailante” – Fig. 1), edificação também de lingua- gem classicista, na qual eram realizados especialmente concertos, bailes e sa- raus poéticos, e, ao lado desta, foi instalada a sede da Companhia Hidráulica Porto Alegrense (1866), com tanque para abastecimento da cidade (Fig. 2). As-

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