educaSesc#4

EDUCA SESC 34 2020 a reduzir a alienação dos alunos, devido a gama infinita de redes sociais (1) . Diante de um cenário mercadológico amplamente competitivo, uma das opções dos estudantes é se amparar a educação a distância para melhor se qualificar. Porém, os instrumentos tecnológicos vieram, também, para burlar alguns sistemas. Assim, verifica-se que as mídias sociais, num contexto geral, capta muita atenção dos alunos e ofusca a busca pelo conhecimento. Nesse contexto, a proposta do trabalho científico visa apresentar conceitos, definições e ferramentas necessárias para a ampliação de conhecimento dos professores, na modalidade remota ou on-line, a ponto de conseguir despertar a atenção integral dos alunos. Como bem assegura Marconi e Lakatos (2003), pode-se dizer que pesquisa é um mecanismo de reflexão, muitas vezes sistemático, possibilitando encontrar diferentes resultados em qualquer campo do saber. Neste cenário, fica claro que a pesquisa serve para descobrir novos caminhos conceituais e práticos através de um procedimento científico, no qual se instaura metodologias específicas para determinados estudos. Ato contínuo, o objetivo da pesquisa, dentro de um procedimento formal, serve para encontrar diferentes reflexões e, ou verdades parciais. Destarte, todo esse processo ocorre para propiciar conceitos novos, realidades concretas e infinitas possibilidades. OS NUANCES NAS COMUNICAÇÕES TECNOLÓGICAS A DISTÂNCIA Consegue-se dizer que ensino a distância é a ligação feita entre professores e alunos por meios tecnológicos, apesar do distanciamento que é estabelecido entre ambos. Neste contexto, fica claro que a educação remota (2) ou on-line serve para aproximar o docente do acadêmico, com o intuito de mais expansão de conhecimento por parte do professor em detrimento dos alunos. Desta forma, destaca-se a importância da educação a distância como processo socializador das novas gerações. Pode-se dizer que educação EaD (3) é compreendida como a capacidade de desenvolvimento humano de uma forma crítica, dialética e formal. Neste cenário, fica claro que a comunicação se torna meio essencial para a construção dos saberes do aluno, uma vez que caso precise de auxílio, extra-aula, consiga ter contato direto ao docente (HACK, 2011). Desta forma, constata-se que a modalidade remota de construção do conhecimento, através de múltiplas tecnologias se torna uma alavanca para o desenvolvimento humano. Não é exagero afirmar que o aluno nunca fique isolado, uma vez que os meios de comunicação tecnológicos consigam sanar a ausência do professor em determinados momentos. Em todo esse processo, porém, salienta-se a necessidade de informações mútuas e contínuas, a ponto de manter uma relação mais próxima entre ambos. Assim, preocupa o fato de que hoje as mídias sociais estejam mudando a rota dos alunos, causando alienação por grande parte da população acadêmica. Isso porque os meios infinitos de distrações se tornam atrativos suficientes para roubar a atenção dos acadêmicos, causando uma distância entre alunos e professores. Conforme explicado acima é interessante, aliás, perceber que além de compactuar para um processo socializador, a educação a distância proporciona, devido aos meios tecnológicos, um contato full time (o tempo todo) entre aprendiz, em tela o aluno, e o professor; mas há um fato que se sobrepõe a esse cenário, a manipulação que as mídias sociais exercem perante os alunos. De certa forma, mesmo com meios eficientes para uma melhor concretização de ensino, os acadêmicos ficam reféns de uma internet tóxica. Mesmo assim, não parece haver razão para que os acadêmicos deixem de se focar e procurar conhecimento, independente de interferências midiáticas. Por essa razão, carece aqui, de uma melhor formulação dos professores a ponto de conseguir conectar inteiramente os alunos para as disciplinas virtuais. É sinal de que há, enfim, maneiras de conseguir fazer essa desconexão dos alunos com o mundo virtual poluído, no qual muitos alunos afundam dia após dia num ambiente paralelo e fechado. Conforme Telles (2011) há uma grande barreira que impede as redes sociais de dialogarem com os professores e alunos frente à busca pelo conhecimento. O autor deixa claro que as mídias sociais, como processo de educação, deve se tornar parte do mecanismo de ensino; uma vez que, as redes sociais se tornaram onipresentes na vida dos seres humanos e; seria um erro, porém, não considerar tal opção como paradigma eficiente na corrida em sentido dos novos saberes. Pode-se dizer que dentro de um mundo tecnológico, atrelado à educação, as redes sociais integrarão o plano de ensino de muitas instituições. Conforme mencionado pelo autor Telles (2011) fica claro que as mídias sociais, se tornam peças aliadas de professores e alunos. O mais preocupante, contudo, é constatar que para fins educativos, as redes sociais, não estão agregando conhecimento e sim alienação nos jovens acadêmicos (KNEBEL e HILDEBRAND, 2013). Não é exagero afirmar que o avanço tecnológico tomou frente a mecanismos que até o século passado era tido como único e verdadeiro, dentre eles a educação tradicional. Assim, preocupa o fato de que as redes sociais, hoje, não estejam atreladas a instituições de ensino como ferramentas bases na busca pelo conhecimento dos jovens, isso porque, 1 SegundoTelles (2011) rede social se caracteriza por ser uma plataforma capaz de propor a interação entre pessoas através de perfis criados dentro do próprio mecanismo. Desta forma, as possibilidades de contatos se tornam ilimitadas, a rede, além do mais, é capaz de ofertar trocas de fotos e vídeos, tudo dentro de um parâmetro normativo próprio. 2 Segundo a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), aula remota propicia ao aluno uma extensão no ensino por mecanismos eletrônicos, oferecidos por meio da tecnologia avançada e de maneira assíncrona. < https://abmes.org.br/ > acesso 02/07/2020 3 EaD: Ensino a distância. [...] para fins educativos, as redes sociais, não estão agregando conhecimento e simalienação nos jovens acadêmicos.

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