educaSesc#4
EDUCA SESC 36 2020 Conforme citado acima, fica evidente a falta de ferramentas capazes de unir professor e alunos dentro de uma rede social porque o aluno não fica inteiramente interessado quando a plataforma de ensino não corresponde com a sua expectativa. Vale destacar, por exemplo, que a falta de interação entre discentes e docentes se caracteriza além da falta de ferramenta, mas pela ausência de interesse, na grande maioria do aluno, em não se identificar com plataformas diferentes das quais estão acostumados. Por esse motivo, conforme explicado acima, Knebel e Hildebrand (2013) falam que os alunos ao utilizarem um espaço virtual acabam perdendo o foco em virtude de uma plataforma considerada recreativa. Desta forma, o ambiente tecnológico, nesse caso, distrai o aluno e, consequentemente, se volta contra o professor ofuscando os objetivos traçados por ele. CONCLUSÃO O desenvolvimento do presente estudo possibilitou uma análise de como os professores vêm enfrentando o ensino a distância no Brasil em conflito com a gama infinita de distrações oriundas dos avanços tecnológicos. De um modo geral, os professores encontram dificuldades em captar a atenção dos alunos de forma integral, vista a falta de interesse acadêmico mediante plataforma não correspondente com a qual esta habituada. Desta maneira, o professor se vê, também, refém das redes sociais. A maioria dos alunos, ao se depararem com plataformas nas quais não se identificam, acaba migrando para outras mais atrativas e estimulantes. Diante dos pontos trazidos pelos autores, fica evidente a necessidade de conexão entre redes sociais e educação como meio de fixar a atenção do aluno em sala de aula. A análise, dentro de uma perspectiva do professor, se tornou clara a ponto de conseguir detectar os pontos positivos e negativos dos avanços tecnológicos instaurados na educação a partir do século XXI. Os professores, junto aos alunos, estão numa corrida conjunta para aperfeiçoar o ensino a distancia no Brasil, tendo em vista as inúmeras barreias que é colocada a frente. Dada à importância do tema, torna se necessário o desenvolvimento de projetos que visem à unificação entre redes sociais e educação, que possam desencadear competências e habilidades para garantir um melhor ensino a distância, [...] a falta de interação entre discentes e docentes se caracteriza alémda falta de ferramenta, mas pela ausência de interesse, na grande maioria do aluno, emnão se identificar complataformas diferentes das quais estão acostumados. que atendam as diferentes necessidades dos acadêmicos e, assim, efetivar uma prática pedagógica eficaz frente aos avanços tecnológicos. REFERÊNCIAS HACK, Josias Ricardo. Introdução à educação a distância / Josias Ricardo Hack. – Florianópolis : LLV/CCE/UFSC, 2011. LAKATOS, Eva Maria. Marconi, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica - 5. ed. - São Paulo : Atlas 2003. LORENZO, Eder Maia. A utilização das redes sociais na educação, Rio de Janeiro, 3ª ed. Editora Clube dos Autores. 2013. TELLES, André. A Revolução das Mídias Sociais. Cases, Conceitos e Ferramentas. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda, 2011. KNEBEL, Flávia Cristina Martins, HILDEBRAND, Hermes Renato. É proibido acessar as redes sociais? Uma reflexão sobre o ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa através das Redes sociais no Ensino Fundamental. Teccogs n. 7, 156 p, jan.-jun, 2013. BRUNA FERRARI ALVES é Pós-graduanda em Psicopedagogia pela Uniritter/Canoas. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Luterana do Brasil – Ulbra/Canoas – Rio grande do sul. LUCAS UELINTON GRACIOLLI é Mestrando em Direito pela Universidade Unilasalle/Canoas, Pós-graduando em Docência para o ensino superior Lato Sensu pela Uniritter/Canoas – Rio grande do sul. Graduado em Ciências jurídicas e sociais pela Universidade Unilasalle/Canoas – Rio grande do sul. Seguindo nessa premissa, vê-se que é possível essa conexão, tendo em vista à necessidade de mecanismos mais eficientes que possam proporcionar uma melhora no ensino a distância brasileira. Pode se observar que as maiores dificuldades encontradas pelos professores, ao tentar captar a atenção integral dos alunos, é a falta de conexão estabelecida entre redes sociais e acadêmicos, uma vez que os alunos se prendem, mais facilmente, às redes sociais atrativas e não educacionais.
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