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37 EDUCA SESC 2020 RESUMO A identificação precoce de sinais especificadores de dificuldades e/ou transtornos de aprendizagem podem beneficiar a criança, já que podem direcionar intervenções logo na primeira infância. No entanto: Como diferenciar Transtorno Específico da Aprendizagem de uma Dificuldade na aprendizagem? Existem diferenças, semelhanças, é passageiro, o que esperar desta dificuldade? Diante desta informação, qual é o papel do neuropsicopedagogo quando se depara com essa situação de não aprendizagem? Este artigo procura abordar a importância do neuropsicopedagogo clínico no processo de avaliação e intervenção das dificuldades e/ou Transtornos Específicos de Aprendizagem, além de elucidar aspectos pertinentes a estes campos do saber. EIXO-TEMÁTICO: Avaliação multidisciplinar PALAVRAS-CHAVE: Aprendizagem, Transtornos e Dificuldades. INTRODUÇÃO O caminho para o aprendizado é como uma escada, cada degrau é importante e fundamental para prosseguir subindo e tudo precisa estar bem ajustado. Afinal de contas: o que faz uma criança venha a ter a aquisição da aprendizagem ou não? Quais os estímulos necessários para que de fato ocorra a consolidação da aprendizagem a que a criança está sendo submetida? De acordo com Ruth Drouet (1995, p.165) “O comportamento também pode ser definido como as diferentes formas de reagir frente aos vários estímulos do meio ambiente, qualquer experiência, ação afetiva ou atividade mental, que possa ser observável direta ou indiretamente”. Aprender significa; entender, compreender, assimilar, saber, instruir-se e esse entendimento é importante para todas as aprendizagens da vida, inclusive para profissionais que atuam no contexto clínico, pois quando recebemos um paciente no consultório precisamos estar atentos a quais conhecimentos prévios o paciente já tem consolidados. Para que ocorra a aprendizagem, é necessário que a criança identifique, decodifique, compreenda, classifique, organize, planeje e execute o que lhe TRANSTORNO ESPECÍFICO DA APRENDIZAGEM E DIFICULDADES NA APRENDIZAGEM - ATUAÇÃO DO NEUROPSICOPEDAGOGO FRENTE A ESTAS QUESTÕES POR ELEN CAROLINI PINHEIRO BORGHEZAN E ANA LÚCIA HENNEMANN é apresentado e desta forma sua aprendizagem estará se consolidando. No entanto, quando este aprendizado não se consolida, e a criança não consegue avançar no seu desenvolvimento e na aprendizagem, deve ser motivo de investigação por parte de professores, pais e profissionais envolvidos neste processo. Quando refletimos sobre a linha tênue do que vem a ser um Transtorno Especifico da Aprendizagem de uma Dificuldade na Aprendizagem, entendemos a importância de realizar avaliações precisas e com profundidade no histórico familiar e escolar, não descartando nada que pareça ser irrelevante ou que possa ser o ponto de partida para diferenciarmos situações problemas. Devemos entender que uma dificuldade de aprendizagem pode ser uma situação passageira, correlacionada a aspectos voltados a metodologia de ensino, bem como situações emocionais, entre outros. Um transtorno específico de aprendizagem provém de aspectos neurodesenvolvimentais, portanto, a criança já nasce com ele. Então, porque muitas vezes demoramos ou confundimos situações, pensando que essa dificuldade possa ser passageira e momentânea, nos deixando com dúvidas do que precisa ser feito de fato e essa situação acaba sendo arrastada por anos e anos, até o momento que o percebemos que realmente está havendo muito mais que um simples bloqueio, uma dificuldade? A resposta pode vir do próprio DSM -V, ao informar que alguns sinais dos transtornos específicos da aprendizagem vão aparecendo gradativamente e a escola precisa estar atenta a isso, encaminhando para avaliações para a possível detecção precoce do problema, pois um Transtorno Específico de Aprendizagem não é algo passageiro, por isso a identificação precoce de especificadores, ou seja, sinais que a criança possa ter prejuízo em sua aprendizagem pode auxiliar a amenizar grandes problemas. De acordo com o Relatório do Conselho Nacional da Educação (CNE, 2015): O diagnóstico precoce e a intervenção específica e rápida aos primeiros sinais de dificuldade de aprendizagem é um dos meios que maior consenso reúne no combate ao insucesso. Sendo assim, a indicação e a utilização de medidas específicas para prevenção e intervenção nos primeiros sinais de dificuldades, sobretudo no último ano do pré-escolar e nos dois primeiros
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