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39 EDUCA SESC 2020 anos de escolaridade, representa ser a forma mais eficaz de combate ao insucesso.(Conselho Nacional de Educação, 2015, p. 7385). Entendendo com isso que um olhar atento e observador desde os anos iniciais é possível resultar a encaminhamentos corretos e significativos, compreendendo que nem sempre as dificuldades de aprendizagem resultam em um transtorno, mas que é momento de estar alerta, pais, professores e demais envolvidos no processo de aprendizagem para qualquer sinal de um possível comprometimento, prejuízo ou dificuldade acadêmica. Analisar o desenvolvimento da criança nos primeiros anos de vida, é de fundamental importância, pois podem sinalizar precocemente, sinais de atrasos na linguagem e na fala, nas habilidades fonológicas e funções executivas, com indícios de futuros transtornos de neurodesenvolvimento. Antes mesmo de a criança iniciar a aprendizagem da leitura e escrita, já é possível observar alguns sinais, mas geralmente é no Ensino Fundamental começa se perceber que o aluno não está se desenvolvendo na sua aprendizagem, sendo necessária uma investigação para buscar parcerias que podem contribuir de forma positiva na aprendizagem. TRANSTORNO ESPECÍFICO DA APRENDIZAGEM, O QUE É? Transtorno Específico da Aprendizagem é um transtorno no Neurodesenvolvimento, com origem biológica, que inclui interação de fatores genéticos, epigenéticos e ambientais. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, em sua 5 edição (DSM-V), enfatiza que, U m transtorno específico da aprendizagem, como o nome implica, é diagnosticado diante de déficits específicos na capacidade individual para perceber ou processar informações com eficiência e precisão. Esse transtorno do neurodesenvolvimento manifesta-se, inicialmente, durante os anos de escolaridade formal, caracterizando-se por dificuldades persistentes e prejudiciais nas habilidades básicas acadêmicas de leitura, escrita e/ou matemática. O desempenho individual nas habilidades acadêmicas afetadas está bastante abaixo da média para a idade, ou níveis de desempenho aceitáveis são atingidos somente com esforço extraordinário. O transtorno específico da aprendizagem pode ocorrer em pessoas identificadas como apresentando altas habilidades intelectuais e manifestar-se apenas quando as demandas de aprendizagem ou procedimentos de avaliação (p. ex., testes cronometrados) impõem barreiras que não podem ser vencidas pela inteligência inata ou por estratégias compensatórias. Para todas as pessoas, o transtorno específico da aprendizagem pode acarretar prejuízos duradouros em atividades que dependam das habilidades, inclusive no desempenho profissional. (2014, 32) É visível que a combinação entre fatores genéticos e fatores ambientais pode levar a pequenas alterações no cérebro da criança, ficando muito mais difícil para aprender alguns conteúdos específicos e como geralmente vêm associadas a problemas no comportamento, acabam interferindo consideravelmente no seu desempenho escolar. Russo (2015, p. 85) esclarece que: [...] os transtornos do neurodesenvolvimento são um grupo de condições com início no período do desenvolvimento. Manifestam-se cedo no desenvolvimento, em geral, antes de a criança ingressar na escola, caracterizando-se por déficits no desenvolvimento que acarretam prejuízos no funcionamento pessoal, social, acadêmico ou profissional. Nesse sentido, os Transtornos específicos de Aprendizagem, se caracterizam por limitações desde os estágios iniciais do desenvolvimento, fazem parte da evolução e do desenvolvimento da criança, e que trazem déficits significativos nas habilidades pessoais, sociais, acadêmicas e profissionais. Como o nome já diz é um Transtorno ESPECÍFICO em alguma área, e por isso o DSM-V (2014) traz ESPECIFICADORES para identificação deste transtorno, uma vez que as dificuldades apresentadas na aprendizagem podem variar em: Prejuízo na Leitura, Prejuízo na expressão Escrita, Prejuízo na Matemática, sendo em separados ou associados estes prejuízos. O primeiro indício descrito no DSM V, para detecção do Transtorno Específico de Aprendizagem se observa com relação à leitura. Quando a leitura é feita com esforço, uma leitura silabada ou com dificuldade de soletrar, a criança lê palavras isoladas e de forma incorreta ou tenta adivinhar as palavras. Outro sintoma que se percebe pela dificuldade apresentada pela criança na compreensão do que é lido, onde ela não compreende os sentidos mais abstratos com relações à leitura. 1. Leitura de palavras de forma imprecisa ou lenta e com esforço (p. ex., lê palavras isoladas em voz alta, de forma incorreta ou lenta e hesitante, frequentemente adivinha palavras, tem dificuldade de soletrá-las). 2. Dificuldade para compreender o sentido do que é lido (p. ex., pode ler o texto com precisão, mas não compreende a sequência, as relações, as inferências ou os sentidos mais profundos do que é lido). (DSMV, 2014, p. 110) Quando falamos que uma pessoa tem DISLEXIA ou DISCALCULIA, algumas vezes não associamos a Transtorno Específico da Aprendizagem e é difícil pensar que esse Transtorno já possa estar estabelecido no indivíduo, mas que não tenha sido exteriorizado ainda. Podemos dar um exemplo de uma situação assim, seria se um indivíduo durante toda a vida escolar não for cobrado na área do processamento numérico, bem provável que este sujeito nunca tenha sido confrontado com essa dificuldade e não saiba que tem uma dificuldade nesta área a sua vida inteira, mas nem por isso deixou de ter uma vida relativamente normal, pois esta dificuldade seria mais acentuada e percebida numa visão acadêmica, caso este sujeito mantivesse uma sequência escolar durante a sua vida. Sabemos que para que ocorra uma aprendizagem de fato é necessário que aconteça muitos processos até alcançar uma meta final, uma aprendizagem diária, partindo desde a questão alimentar intrauterina e casos de uso de medicação/drogas ilícitas e a partir do nascimento na questão de responsabilidade familiar e no afeto com esta criança. Cada parte deste processo precisa estar alinhada, bem organizado e assimilado por parte deste indivíduo e por todos que de uma forma ou de outra fazem parte dele. Partindo de que esta primeira parte de estrutura familiar tenha sido realizado com sucesso, vamos para responsabilidade da escola, deste paciente encontrar uma escola não negligente, acolhedora, com professores que sabemos que sempre com muito mais trabalho que tempo para realizar,

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