educaSesc#4
EDUCA SESC 40 2020 ainda assim, consegue observar e diferenciar cada aluno de sua sala de aula, de um aluno que precisa de uma conversa mais afetuosa de um outro que precisa ser encaminhado para um atendimento individualizado ou talvez encaminhado para atendimentos multiprofissionais, neste caso falamos de um neuropsicopedagogo. Outro especificador relacionado aos transtornos específicos de aprendizagem faz menção a ortografia das palavras, situação essa que pode ser lida na descrição dos subitens 3 e 4 do critério A, do DSMV (2014, pág. 110): 3. Dificuldades para ortografar (ou escrever ortograficamente) (p. ex., pode adicionar, omitir ou substituir vogais e consoantes). 4. Dificuldades com a expressão escrita (p. ex., comete múltiplos erros de gramática ou pontuação nas frases; emprega organização inadequada de parágrafos; expressão escrita das ideias sem clareza). As dificuldades na ortografia e expressão escrita são observadas quando a criança/adolescente acrescenta, omite ou troca letras nas produções escritas; apresentando erros na pontuação, gramática e organização das frases e parágrafos, sem muita coesão e coerência na expressão de ideias na forma escrita. Também temos especificadores voltados às habilidades matemáticas onde a criança demonstra dificuldade no raciocínio lógico matemático, relacionados a operações, conceitos, fatos e em dominar números e cálculos também expressa um dos sintomas do Transtorno de Aprendizagem com prejuízo na matemática. Segundo o DSM-V (2014, pág. 110), conforme o critério A, subitens, 5 e 6, 5. Dificuldades para dominar o senso numérico, fatos numéricos ou cálculo (p. ex., entende números, sua magnitude e relações de forma insatisfatória; conta com os dedos para adicionar números de um dígito em vez de lembrar o fato aritmético, como fazem os colegas; perde-se no meio de cálculos aritméticos e pode trocar as operações). 6. Dificuldades no raciocínio (p. ex., tem grave dificuldade em aplicar conceitos, fatos ou operações matemáticas para solucionar problemas quantitativos). Quando se observa na criança dificuldade para aprender conteúdos relacionados à matemática, tais como: dificuldades para contar e reconhecer números, relacionar números a sua quantidade, dificuldade na organização lógica, dificuldades em distinguir quantidades, decorar ordem e classificar números, seguir sequências, dificuldades nos fatos numéricos e operações matemáticas, dificuldade de entender os conceitos e a aplicação da matemática, podemos estar diante de um Transtorno Específico de Aprendizagem, chamado Discalculia. DISCALCULIA. Que nome mais complicado esse! Mas faz parte também de um Transtorno Específico da Aprendizagem e este está relacionado à prejuízos apresentados na área da matemática, processamento numérico, aprendizagens referentes a fatos aritméticos, trazendo dificuldades para a sua vida rotineira conforme este indivíduo vai crescendo e as situações apresentadas necessitem de um raciocínio matemático mais específico. Ao receber um paciente que demostra dificuldades nos itens citados acima e que ao realizar testes padronizados constatamos que realmente existe algum tipo de dificuldade na sua aprendizagem, seja ela na área do processamento de aquisição da leitura, escrita, como na área matemática, isolada ou acompanhada uma da outra, é o momento de revisar a anamnese, de conversar com equipe escolar com a família e tentar delimitar um espaço de início que perceberam esta dificuldade, pois todas as informações são importantes e quantos mais dados se obter melhor será a avaliação e a intervenção planejada. O DSMV- (2014, pág. 111), faz menção a Discalculia como “um termo alternativo usado em referência a um padrão de dificuldades caracterizado por problemas no processamento de informações numéricas, aprendizagem de fatos aritméticos e realização de cálculos precisos ou fluentes.” O DSMV (2014) esclarece que o processo de avaliação dos transtornos deve ocorrer através de investigação abrangente e envolver profissionais especializados, bem como, a necessidade de confirmação do transtorno por meio de medidas de desempenho padronizadas administradas individualmente. A avaliação dos Transtornos Específicos de aprendizagem deve ser multidisciplinar, sendo necessárias: avaliação médica, para excluir hipóteses de problemas sensoriais ou neurológicos; neuropsicólogo, para conhecer o perfil, avaliar a inteligência e descartar hipótese de deficiência Intelectual; fonoaudiólogo para avaliação da linguagem e psicopedagogo ou neuropsicopedagogo para avaliar o desempenho escolar. Os Transtornos Específicos de Aprendizagem não têm cura, mas quando oportunizadas avaliação e intervenção adequadas, é possível melhorar o desempenho escolar. Diante desse contexto, para o processo de avaliação e intervenção, destaca-se a importância de um profissional, que tenha o entendimento do neurodesenvolvimento aliado as questões pedagógicas da aprendizagem, ou seja, o neuropsicopedagogo clínico. Conforme os resultados obtidos desta avaliação, este profissional irá realizar a intervenção, criando estratégias de otimização do quadro avaliado; acompanhando e orientando os estudos e auxiliar em estratégias metacognitivas e por fim elaborar o parecer diagnóstico pós avaliação e realizar os devidos encaminhamentos. Entendemos que os testes padronizados nos auxiliarão e nos dará a direção para identificar com clareza qual é área prejudicada e quais são as intervenções necessárias que deverão ser aplicadas. A Neuropsicopedagogia é uma ciência transdisciplinar, fundamentada nos conhecimentos da Neurociência aplicada a educação.
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