Catálogo Bienal Fibra 2025
CATÁLOGO FIBRA . II BIENAL DE ARTE TÊXTIL CONTEMPORÂNEA. 2025 13 Do ponto de vista de quem vê, podemos nos remeter à Estética da Aproximação, de minha autoria, quando uma imagem pa- rada é associada a outra imagem da arte em movimento. Por exemplo: vejo as montagens de objetos em crochê e associo ao ato de imbricar o fio em nós planejados formando um tecido em vídeo; como se ao ver o objeto, pudéssemos ver um filminho na nossa cabeça. Considerando que o fazer têxtil é mais antigo que a escrita e a metalurgia, tendo empregado fibras vegetais e animais entre- laçadas em seu início; desenvolvido teares na Antiguidade; or- ganizado corporações de ofício na Idade Média e incrementado a mecanização do tecido no século XIX; foi no século XX, que a arte passou a questionar os métodos anteriores e a criar outros meios. No contexto que vivemos hoje, a conscientização do que consumimos para transformação coletiva, o reciclar é urgente num universo onde tudo é descartável. Assim, foram apresentados, nessa edição da FIBRA, os seguin- tes meios como Menções Honrosas: bordados em ponto-cruz em papel fotográfico (Carla Sabra); justaposições e colagens com EVA (Carlos M. de Carvalho); confecção e montagem de objetos fofos em malha colorida (Desirée Feldmann) e borda- do em folhas secas (Lorena Valiate). Os outros meios foram: restos de linhas e tecidos emaranhados formando um corpo (Adriana Leiria e Anna Guerra); planos em cerâmica com lã (Allisson Oppitz); objetos bordados montados em forma de ca- sas (Affonso Malagutti); montagens com tiras de tecidos (Anne Anicet); instalação com tecido bordado, cadeira e vídeo (Clara figueira); instalação com almofadas revestidas com retalhos de roupas e fraldas infantis (Clarissa Silveira); tenda bordada (Cláu Epiphanio), sobreposições em relevo (Cleo do Vale); ins- talação suspensa e mix de materiais (Eliane Gallo e Gabriela Waihrich); feltragem e galhos secos (Laura D. Fagundes); ob- jetos de parede em crochê (Laura Freitas); bordado em veludo preto (Louise Gusmão); instalação em coiling com corda (Lúcia Géa); vestido em crochê suspenso (Luciana Borre); bordados e grafismos em algodão (Raquel Rodrigues) e não menos impor- tante, tiras de tecidos coloridos suspensos e cortados a laser (Rosane Moraes). Para finalizar, nosso corpo e o corpo das matérias descartáveis formam o nosso tecido social ampliam a nossa ação politica- mente engajada! Arte salva!
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