132 uma mensagem avisando sobre minha chegada. Ele apenas res- pondeu estar me aguardando. De agora emdiante seria uma aven- tura e tanto. Quando cheguei, fui recebido pelo Anket, amigo de Omkar. Ele me ajudou a carregar as malas, em seguida nos direcionamos ao carro que nos aguardava parame levar a umhotel. Sem sombra de dúvi- da, minha chegada em Mumbai foi bem menos agitada do que no Cairo. Seria demais ter aquelas fortes emoções novamente. Ago- ra estava bem mais cansado de toda a viagem. Entramos no carro para ir em direção ao local onde passaria a noite. Chegando ao hotel, Anket me passou seu número para contato. Me disse sobre Omkar estar muito ocupado, só podendo me dar um pouco de atenção daqui uns três dias. Ele estava na função de al- guns trabalhos da sua agência, a Wicked Broz, e descobri quando cheguei que estava encarregado de cobrir os meus custos do hotel e do transporte. Achei uma ótima notícia, porque minhas econo- mias já estavam quase chegando ao vermelho e a princípio não ti- nha nenhuma perspectiva de cobertura dos meus gastos na Índia. Me encaminhei para o quarto onde iria dormir, despachei as ma- las, descansei um pouco e fui dar uma volta pelas redondezas. Sempre achei que os países do Oriente Médio seriam a experiên- cia mais impactante, mas só agora, ao final de toda essa experiên- cia, posso dizer ser a Índia o lugar com os estímulos mais intensos. Aqui era a terra do tuc tuc, com pessoas com barba e moicano la- ranjas, com turbantes coloridos, roupas cheia de adornos exóticos dourados, comerciantes em todo canto com macacos e pássaros nos ombro, templos hindus coloridos mais parecidos com casas de massinha de modelar, árvores gigantescas com uma grande cabe- leira de cipós, estátuas gigantes de elefantes e outros animais re- ligiosos; cheiro de óleo frito e peixe cru, misturado com perfume doce barato; muitas informações de cores nas decorações religio- sas, com bastante predominância do rosa, vermelho e amarelo;
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