148 “O Oceano de Sabedoria”. Como mestre da sabedoria budista, pe- regrinou por diversos países abordando temas como filosofia, eco- logia, política, religião, economia, tecnologia, colonialismo, direitos humanos e paz entre nações. Uma coincidência interessante foi descoberta um tempo depois: 1989 foi meu ano de nascimento e o ano em que Tenzin Gyatso recebeu o Prêmio Nobel da Paz. O budismo não é bem considerado uma religião e sim uma filo- sofia, uma ótica de vida. Por esse motivo, é um dos movimentos que mais tenho afinidade. Inclusive, a sua origem não prega que pessoas tenham que ser adeptas, apenas estimula para que cada indivíduo seja livre para escolher seguir ou não. É lógico: hoje em dia existem distorções, já ouvi falar até em budistas pregando vio- lência, sendo isso uma grande contradição. No entanto, Jesus era um grande pacifista, mas mesmo assim, o cristianismo cometeu) atrocidades na Inquisição, em seu nome. Nesse dia terminamos mais cedo a pintura, para tomar um banho, comer algo e poder se arrumar para assistir à palestra. Não pre- cisaríamos entrar em filas, teríamos cadeiras bem em frente ao palco. Estávamos na expectativa para aquele belo momento. Tenzin Gyatso Fizemos um lanche no fim da tarde no bar onde comíamos todos os dias, tomamos uma ducha rápida, nos arrumamos para a pales- tra. Rikardo pegou seu livro sobre a cidade de Coquimbo. Estava com esperança de dar o livro ao atual Dalai Lama, consequente- mente voltar para a cidade com uma foto dessa situação. Saímos com bastante antecedência e fomos em busca de um tuc tuc para nos levar. Ficamos na rua para esperar algum daqueles
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