155 Depois fomos almoçar em um restaurante barato. Quando termi- nada a refeição nos direcionamos para o estúdio. Chegando lá, Nilesh nos apresentou o seu local de trabalho, que era gigante, cheio de assistentes. Falou sobre seus projetos futuros, tomamos um café e passamos a tarde conversando e vendo suas obras de arte. Ao final da tarde, voltamos à residência onde estávamos hospedados. Essa era uma das últimas noites na casa dos nossos novos amigos indianos. Nesta ocasião, estavam todos presentes. Eu e Rikardo fizemos uma comida latino-americana como forma de agradeci- mento e jantamos todos juntos. Lembro do Rikardo fazendo graça, dizendo em seu fabuloso inglês que todas as mulheres indianas olhavam para ele por causa do seu charme latino irresistível. Ele tinha um cabelo comprido, liso e brilhoso, que sempre prendia bem puxado para trás. Era a cara do autêntico galã latino em Hollywood. Sempre muito humorado, nesta noite ele se auto intitulou um verdadeiro “The Latin Lover”. Na tradução: “O Amante Latino”. O pessoal ria sem parar do senso de humor deste chileno debochado. Depois da janta, ficamos jogando conversa fora. Sarthak, omúsico, ia ter uma apresentação em um evento na tarde seguinte. Ele es- tava com uma Cítara emprestada, portanto tocou um pouco para nossa apreciação. O som desse instrumento é bastante envolven- te. Foi umbelomomento de despedida. Se nãome engano, ficamos mais uma ou duas noites ali, mas foi a última com todos reunidos. Fizemos mais alguns passeios com nosso guia turístico Abraham, que apesar de sua agitação, sempre nos contava algumas peculia- ridades interessantes dos lugares onde visitávamos. Tivemos bons momentos com ele. Agora chegava a hora de arrumar as malas para voltar à caótica Mumbai.

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