158 ocorrido, houve alguns pequenos choques, entre motoqueiro e pessoas, mas nada de grave. Depois disso, voltamos a esperar na parada. Após entrar no ônibus, ainda tínhamos um longo caminho pela frente. E enquanto estivés- semos no centro da cidade, seria aquela insanidade do tráfego. Saí- mos de manhã e chegamos à noite por lá, apenas para jantar algo e descansar. Andar no centro de Mumbai era muito exaustivo, pare- cia que cansava o dobro do que o normal. No dia seguinte tinha que acordar cedo para iniciar as pinturas emMarol. Aomenos agora es- távamos bem próximo do local e não tinham tantos carros. Jabarpada Na manhã seguinte fomos ao bairro Marol, na comunidade Jabar- pada, para começar as atividades. Ao chegarmos, já estava toda a equipe da Red Bull lá. Eles faziam a cobertura do evento e davam o apoio financeiro. No momento da nossa chegada, estavam gra- vando um vídeo do Flying Machine, era um dançarino de break indiano, considerado uma lenda no local. Já tinha ganhado vários prêmios em concursos na América e Europa – era o garoto propa- ganda damarca. Fora o projeto doMarol Art Village, a Red Bull dava suporte para várias outras atividades daWicked Broz, relacionadas ao movimento hip hop na Índia, que era muito efervescente. No local já havia alguns outros artistas pintando, tinha um casal do Canadá, assim como outro rapaz da Islândia. Ficamos ali acompa- nhando o que estava rolando, enquanto esperávamos nos daremas coordenadas e os materiais para começarmos a produzir. Depois de passear bastante em torno da comunidade, me sentei em um banco na sombra para descansar. O Rikardo tinha ficado con- versando com um pessoal, portanto, fiquei ali sozinho apenas ob- servando a movimentação.

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