160 mas não eramde famíliasmiseráveis, como se via às vezes ao andar na rua. O baixinho tinha um cacoete muito interessante: Ele fazia ummovimento com a mão, raspava a terra com o dedo minguinho, jogando um pouco de poeira em volta. Isso era feito antes da sua jogada. Era decidido e concentrado, tinha uma personalidade bem mais forte do que os outros. Depois disso, dei uma passeada pelo bairro. Foi por essas alturas que o Omkar chegou. Ele estava bem agitado, porque organizava muitas coisas ao mesmo tempo. Produção cultural é sempre uma loucura, um monte de gente para atender, assim como vários pro- blemas para resolver. A partir desse momento, começamos a andar pelas comunidades com Omkar, que passava nas casas pedindo permissão para fazer as pinturas. Quase ninguém ali falava inglês, portanto precisáva- mos de alguém para conseguir permissão dos lugares onde pudés- semos pintar. Após passar por várias paredes, encontramos uma paramim, outra para o Rikardo. Estava tudo certo para começar, mas haviam nos trazido uns lanches. Paramos para comer algo. Em seguida, descan- samos um pouco para baixar a comida e o sol. Acabamos começan- do a pintar tarde, portanto, não rendeu muito o dia. Porém, na ma- nhã seguinte seriamais tranquilo. Estávamos bempróximo do local e já tínhamos o muro reservado. Portanto, agora era só chegar e fa- zer a pintura com calma, sem toda aquela agitação do primeiro dia. Noite Gelada Estávamos quase no final de dezembro, não sei bem que estação era na Índia, se não me engano era final de inverno, mas fazia um calor intenso. Lembro de comentarem que como a Índia é muito
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