162 funcionário tenha entrado no meio da noite e ligado, mas achei bem pouco provável. Talvez tivesse um timer e alguém pudesse ter acionado para ligar apenas durante a noite. Como era quarto coletivo, achei ser possível alguém ter chegado na madrugada, mas não via ninguém, nem via novas malas. Pensava nisso tudo, além de mais outras probabilidades. Foi então que ouvi um ruído. Percebi mais um integrante no nosso quarto. Ele dormia na cama lá do fundo, onde estava bem escuro, semmuita visibilidade. As malas se encontravam embaixo da cama, por isso não consegui enxergar. Estava resolvido o mistério. Entre- tanto, como não sabia mexer no ar condicionado, fui obrigado a pe- gar algumas roupas para tentar me proteger daquela noite gelada. Dia Quente Passamos por uma noite gelada, mas ao sair do quarto pelamanhã já demos de encontro novamente com o calor do dia. Fomos tomar um café da manhã, no próprio hostel, que tinha esse tipo de servi- ço disponível. O Rikardo não podia perder a graça, então logo cedo já largou uma de suas frases típicas: “Puto hombre de los Himalayas, nos ponien- do las pelotas como un iceberg. La puta madre de Dios!!”. Em seguida, terminamos o café e demos de cara com o nosso mais novo parceiro de quarto. Paramos para conversar com ele, expli- cando nossa situação passando frio durante toda a noite. Ele pe- diu desculpas, nos explicando ter vindo a estudos para Mumbai, mas era tibetano. Falou que no Tibet fazia frio intenso, tempera- tura predominante no seu país, e que seu corpo estava acostuma- do com temperaturas muito baixas. Mesmo eu e o Rikardo ser- mos mais acostumados com calor, queriamos uns graus a menos naquele calorão a noite, mas o tibetano deu uma certa exagera-
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