163 da. Depois de conversar com ele, entendemos seu ponto de vista, porém pedimos gentilmente para colocar em graus intermediá- rios. Ele disse que faria isso. Agradecemos e fomos para Marol seguir as pinturas. A comunidade deMarol ficavamuito próxima do hostel, dava para ir a pé tranquilamente. Lembro da rua onde estávamos hospeda- dos ser em uma ruazinha bem comprida, fina e sem saída, cheia de árvores gigantes que formavam quase um túnel verde fechado na parte de cima. No final desse beco, começava uma via princi- pal, com movimentação de carros, onde caminhávamos mais um pouco para chegar ao local. Esse trajeto antes de chegar à via principal, era efervescente. Como quase não passavam automóveis por ser uma rua muito estreita, havia crianças jogando bola ou correndo, pessoas ca- minhando com cestos gigantes na cabeça, galinhas, comercian- tes, senhoras idosas sentadas na porta de casa, vendedores com mesas gigantes cheias de frutas e quinquilharias. Fazia um calor terrível de quarenta graus. Na parte da manhã, no horário que normalmente saíamos era mais tranquilo, entretanto, quando começava a chegar perto do meio dia era preciso procurar as sombras para se abrigar. Quando eu e o Rikardo chegamos, paramos um pouco para con- versar com o pessoal, inalar um pouco da erva daninha india- na e beber uma água para se hidratar. Depois disso, começamos a pintura. Por sorte, nos locais onde estávamos pintando havia sombra. Essa comunidade, chamada Jabarpada, era um amon- toado de casas, uma colada na outra, com finíssimos corredores para pessoas passarem, portanto, entravampoucos raios solares. Aquele local me lembrava muito favelas brasileiras. A temática do meu trabalho foi uma vegetação, com algumas re- ferências de plantas típicas indianas. Não era bem uma reprodu- ção das plantas, fiz uma criação de espécies exóticas, mas utilizei

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