031 Às vezes paro para pensar e penso que refletir é o intervalo de res- piro de encontro à essência, criadora das convicções, mas também das metamorfoses constantes – que muitas vezes são para reno- var, outras para serem apenas momento. O tempo é movimento, nos colocando atualmente entre emoção e apreensão em satisfazer desejos, em responder incessantes expectativas sociais, em colocar pólen em jardins que perderam a capacidade de atração do vento; e talvez possamos nos permitir perguntar: Quanto prepotente nos tornamos ao achar que nossa inteligência ou tecnologia são sinô- nimos de evolução; será que existe vida em um planeta lá fora não afogado em guerra, competição, preconceito e vivendo em harmo- nia na natureza? A verdade é que a verdade é água, que vai se moldando a cada esta- ção. A busca está no afeto, nas lembranças e na esperança de jamais ser escravo de si mesmo, olhando uma janela, preso em pensamen- tos que nos são impostos, distorcendo nossa percepção e nos dei- xando desamparados quando mais precisamos ser abraçados. Há um pássaro azul em nosso coração que quer voar; há plantas em nosso caminho querendo nos comunicar, mas nos foi tirada com violência a habilidade de escutar. Somos a vontade de ser, a von- tade de estar, a vontade de continuar... Somos a vontade de tornar cada vez mais intensa nossa frágil noção de realidade. A tecnolo- gia avança de forma veloz, porém a única maneira de atravessar a fronteira entre a curiosidade e o mistério das estrelas permanece sendo a imaginação. O Islã e a Maçã Até essa etapa do percurso de minha vida não tinha sofrido trau- mas muito profundos. Já havia passado por dificuldades, como angústias, decepções, perdas e indecisões. Porém, nada a ponto de me causar uma enorme ferida na alma e destruir meu futuro. Ago- ra, estava em uma das regiões mais sofridas do mundo. As escritu- ras sagradas dizem que qualquer manifestação na Terra é apenas um teste de passagem para o céu ou o inferno. Todos os desejos

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