036 em constante circulação no local onde aconteceria a grande inau- guração em breve. Em uma oportunidade, fui fazer uma oficina e pintar em uma co- munidade, junto com o Nofal, o artista egípcio que anteriormente pensou que eu poderia ser um espião. Essa atividade fazia parte das atividades da bienal. Lembro, em outra situação, de ajudar o Alberto a colar um lambe com a imagem dos olhos de Mustapha, na parte externa superior do segundo andar dos pequenos pré- dios do Darb. Me sentia o Aladin caminhando em cima daquelas cúpulas arredondadas amareladas, naquele cenário arábico de construções tradicionais. Para chegar ao lugar onde estávamos colocando os lambes tínha- mos de pular umas cinco casas. Entre cada uma tinha uma distân- cia de quase um metro. Não podia vacilar no pulo, porque entre um salto e outro tinha um buraco onde caia direto no solo do an- dar de baixo, com uma altura de uns cinco metros. Essa era a úni- ca maneira de ter acesso ao local desejado. Portanto, os pulos pre- cisavam ser muito bem calculados, para não cair lá embaixo. Não era algo excessivamente arriscado, mas exigia bastante cautela. Quando fazíamos essa travessia, tinha o costume de começar uma brincadeira, usando uma expressão típica carioca: “Aladim era menino”. Na expressão carioca você coloca no início o nome de alguém e acrescenta ao final era menino. Para dizer que enquanto você está fazendo grandes proezas, alguém famoso com grandes habilidades era apenas ummenino comparado a você. Isso aconteceu pouco antes da menina, comentada anteriormen- te, cair do segundo andar. Ela sofreu essa fatalidade na parte in- terna do prédio devido a um erro de sinalização de uma parte em reforma. Porém, acho que não teria coragem de fazer isso depois de saber de um acidente trágico como esse. Na sequência, aconteceu um episódio peculiar, onde tive a infeli- cidade de cometer um erro, mesmo depois de ser advertido sobre a questão.
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