037 Metrô Feminino Um dia a Sheila me comentou sobre os vagões dos metrôs destina- dos apenas para mulheres, com sinalizações bem destacadas. Po- rém, na parte da cidade onde estávamos não erammuito comum, sendo que eu ainda não tinha encontrado ou reparado. Ficou claro ser bem visíveis esses vagões, com cor chamativa, desenhos e avi- so bem grande, para não ocorrer equívocos de turistas desavisa- dos. A Sheila comentou que pegar um desses por acidente era di- ferente de fazer isso em cidades do Brasil. Poderia gerar um clima de enorme desconforto, por estarmos no lugar onde a separação de sexo feminino e sexo masculino ser muito marcante. Segundo o Islã, a mulher é uma matéria de desejo e tentação que pode le- var um homem à loucura. Algumas vezes você pode ver mulheres islâmicas no mesmo metrô dos homens, mas sempre com maior cuidado em relação a distâncias e indiscrições. Absorvi essas in- formações, ficando receoso para não cometer esse erro de entrar em ummetrô destinado apenas para as mulheres. Uns dias depois, tinha saído de manhã bem cedo para resolver umas coisas no centro do Cairo, depois iria encontrar a Fernanda, da embaixada brasileira, para ir ao Museu Egípcio. Acordei já com as diversas rezas muçulmanas sendo entoadas ao mesmo tempo. Caminhei até a estação mais próxima, passando por diversas ven- das de frutas na rua, gente caminhando para todas as direções, pessoas fumando narguilé, tomando chá e jogando cartas em me- sas nas calçadas. Carros buzinando semparar, ruas de chão batido. Havia diversas placas de proibido buzinar, mas elas não tinham a mínima eficiência. Peguei o metrô e desci na região central. Resolvi todas as questões até por volta do meio dia. Depois, al- mocei um Koshary, prato típico egípcio. É uma mistura de arroz, massa e ervilha. Em seguida, é coberto com um molho de tomate
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