11 10 material que aqui organizou na forma de um relato que é meio análise, meio biografia estética. Pode, claro. Mas não deve passar sem conhecer. ... Não deve pelo seguinte: aqui temos um estudo precioso, que costura de- poimentos pessoais de muitas testemunhas da trajetória do artista (jornalistas e críticos que o acompanham desde tempos) com informações circunstanciais, ligados à vida e ao contexto do artista, e com análises que acompanham a obra em voos baixos e altos, de perto e de longe – aqui uma análise específica sobre a figura do eu num determinado texto de determinada canção, ali a constatação da reiteração de certo tema ou certo procedimento retórico, depois o esclareci- mento de uma alusão contida na obra, mais adiante uma interpretação de largo espectro sobre o lugar de certa canção no contexto da cultura de seu tempo, no estado e no país. E se trata, sublinhe-se, de um texto que se deixa ler com grande facilidade e proveito. Sendo um acadêmico da Filosofia, Luís Rubira podia ter enchido o texto de citações, menções, piscadas de olho como nós professores universi- tários sabemos fazer e somos incentivados a fazer. Mas escolheu sabiamente o caminho da comunicação com o leitor, a quem oferece os dados acima

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