Quem mais, quem antes dele? Não quero sugerir um campeonato, uma competição sem sentido, mas penso mesmo que a obra do Vitor ombreia em importância com a de Simões Lopes Neto, Érico Veríssimo, Dyonélio Macha- do, Lupicínio Rodrigues, Mario Quintana, Iberê Camargo, ia dizer Radamés Gnattali e Elis Regina, mas esses são de outra ordem – artistas que precisaram sair do estado em busca de algo que aqui não encontraram, não encontrariam, e por isso se tornaram grandes. Vitor e os outros, grupo ao qual se poderá acrescentar mais poucos nomes, fizeram o que fizeram com a mão enfiada na matéria-prima local, mas tendo em vista o centro do Brasil e o mundo todo. (O fato de nem todos eles terem logrado viabilizar-se mercadológica e/ ou profissionalmente em sua própria época é outro tema, outro problema, que valeria entrar na conta. Outra hora.) ... Bem, este é o tamanho da obra de Vitor Ramil, que é o assunto deste livro que o leitor agora tem em mãos. E qual é o tamanho deste livro? Poderia começar com um golpe retórico: este não é um livro imprescin- dível. Quero dizer: não se trata de um livro “sine qua non”, sem o qual a obra ramiliana deixa de ser visível, audível, legível, compreensível. O ouvinte, o leitor, o fã, o mero interessado em Vitor Ramil pode passar sem ler o estu- do que Luís Rubira apresenta, depois de anos de convivência miúda com o
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