A gente ouvia os discos de tango do meu pai com ele cantando junto, via- java muito a Montevidéu pra ir em casas de tango ver ele dançar (...). E as relações sempre eram muito emocionadas: o pai não conseguia cantar tango sem chorar. Ele can- tava, ficava com os olhos cheios de água... a gente passava pra outra música. Música aqui em casa sem- pre foi um negócio muito emotivo, envolvido com muito choro. Por isso a minha música começou muito in- trospectiva. Capacete, novembro de 1995 Minhas melhores músicas foram feitas [em Pelotas], porque lá é a semente de tudo. Sento no corredor de casa com o violão e a música vai saindo. Zero Hora, julho de 1981
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=