15 URBE | # 03/04 | FOBIAS URBANAS Usuário, de Alex Hornest. Obra realizada em 2010 na parede lateral de prédio na Rua Andrade Neves, em Porto Alegre quase morte. Trata-se de uma forma de experimentar no corpo, de tentar con- cretizar aquilo que comporta algo de in- dizível, de misterioso, de impossibilida- de de subjetivação, mas que, ao mesmo tempo, é insuperável. E o pânico seria uma tentativa de tornar o desamparo acessível ao pensamento. Foi na tentati- va de dar conta disso que é inominável, que inúmeros artistas da literatura, das artes visuais e cênicas, entre outros, de- senvolveram suas produções: Beckett, Lispector, Artaud e Joyce – apenas al- guns dos nomes cujos trabalhos estive- ram às voltas com essa questão. Fobia, medo, insegurança, sen- timento de abandono, de rejeição e de desprezo, depressão, insônia, tensão, isolamento são possíveis facetas desse mal-estar. Os ataques de pânico podem ser descritos como crises de angústia extrema, com sensação de morte imi- nente, medo de enlouquecer e grande desespero. Sintomas como palpitação, falta de ar, tonturas, vertigens, boca seca, calafrios, sudorese, formigamentos pelo corpo, sensação de instabilidade no equilíbrio também podem estar presen- tes. E tudo isso sem nenhuma alteração física que possa explicar esses sintomas.

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