25 URBE | # 04/04 | EFEMERIDADES URBANAS e o individual – mostrando que todos, de certa forma, querem participar como divulgadores ou até mesmo interferin- do na concepção dessas ações. Quando a poluição visual virou arte Durante as eleições de 2012, veio das redes sociais a inspiração para outra intervenção. Após observarem que artistas urbanos, num ato de protesto, modificaram alguns cavaletes de pro- paganda eleitoral, dois jovens paulis- tas decidiram criar um evento no Fa- cebook para reunir e expor em local público, com data e horário marcados, cavaletes estilizados por seus amigos. A ideia era recolher os cavaletes irre- gulares, que ficavam nas ruas depois das 22h ou que atrapalhavam a circula- ção de pedestres, e estilizá-los a gosto. Nascia assim a Cavalete Parade 4 , que misturou subversão, protesto, diver- são, arte urbana e cultura digital. Com essa química, o evento se multiplicou rapidamente, dando vazão à revolta com a poluição visual que acompanha o período de campanhas eleitorais. Várias cidades aderiram ao projeto: Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Cuiabá, Recife e João Pessoa. Em Porto Alegre, a ideia foi aco- lhida por uma parceria entre a Casa da Cultura Digital POA (CCD POA), um es- paço e rede de trabalho colaborativo, e o Núcleo Urbanoide, um coletivo de ar- tistas urbanos. Nas redes sociais, combi- naram-se saídas para o recolhimento de cavaletes irregulares e oficinas de pintura orientadas por artistas que aconteceram na sede da Casa de Cultura Digital POA 5 , localizada na Casa de CulturaMario Quin- tana. Os cavaletes foram expostos no dia 29 de setembro, próximos à Usina do Ga- sômetro, e recolhidos no mesmo dia. O entrosamento e adesão à pro- posta foram tão bem-sucedidos que,

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