Relatório Econômico 2020 Perspectivas 2021 FARSUL 21 Produção e Valor Bruto da Produção O volume de abates em 2020 deverá subir 26% em relação ao ano passado no RS. Quando fala- mos no Valor Bruto da Produção (VBP) os dados são positivos, e a perspectiva é que aumente 61% em 2020, fechando o ano em torno de R$ 7,3 bilhões. Esse desempenho apresentado pelo faturamento da Pecuária no Rio Grande do Sul está associado à expectativa de um aumento forte da produção aliado à valorização de 33% do preço, se analisado a cotação entre novembro 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. Quando consideramos o VBP somente no período entre janeiro e setembro deste ano já alcançamos um valor de faturamento 16% maior do que o total faturado no ano passado. Tabela 6 Animais abatidos e Valor da Produção de Bovinos de Corte no RS. MÊS / ANO ABATES DE BOVINOS VBP BOVINOS (R$) 2019 2020 2019 2020 Janeiro 147.261 155.283 371.547.287 495.042.269 Fevereiro 132.982 149.202 329.727.585 487.942.292 Março 144.870 170.706 363.122.263 525.189.131 Abril 133.290 211.186 339.580.940 677.603.515 Maio 110.620 170.429 274.932.211 562.258.927 Junho 138.699 147.056 356.138.295 512.345.490 Julho 120.200 161.306 313.680.139 570.815.487 Agosto 185.505 206.297 468.396.412 702.577.619 Setembro 118.136 223.558 281.776.824 748.986.829 Outubro* 144.468 210.377 345.457.478 691.614.873 Novembro* 198.371 201.820 563.549.577 654.821.343 Dezembro* 176.248 206.127 536.625.686 704.426.905 TOTAL 1.750.650 2.213.347 4.544.534.698 7.333.624.680 Fonte: FUNDESA (*) Projeção da Assessoria Econômica / Sistema Farsul Em resposta ao aumento do custo de produção e consequente queda das margens, os produto- res já vinham reduzindo o rebanho desde 2014. Entretanto, analisando o período dos dados já consolidados pelos IBGE para este ano – até setembro de 2020 - é visível o cenário de amplia- ção da produção. O período que vai de janeiro e setembro de 2020 já registrou um aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2019. A redução da diferença entre os abates de machos e fêmeas, que vem acontecendo desde 2015, atingiu uma diferença marginal de 1.781 cabeças até setembro deste ano, algo inédito na pecu- ária gaúcha. Esse estreitamento se deve principalmente ao aumento de consumo tanto externo quanto interno em 2020, além da estiagem que afetou o Estado no início do ano e ainda se faz presente gerando uma intensificação dos descartes de vacas por parte da pecuária de leiteira. Em 2019, com a abertura do mercado chinês para carne bovina nacional, era natural que a demanda externa aumentasse. Para 2020, a conjuntura de desequilíbrio cambial trazida pelas
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