Desvenda

021 020 ciabilidade possível, dentro do campo social global. Nesse sentido, a arte relacional descrita por Bourriaud “toma como horizonte teórico a esfera das interações humanas e seu contexto social mais do que a afirmação de um espaço simbólico autônomo e privado [arte]” (ibidem: 19). Mais uma vez, Desvenda se apresenta fora de um eixo exclusivo, mas como se propunha desde sua concepção, em diálogo. Apesar de sua espe- cificidade enquanto proposição e ação, há uma interação diacrônica com o seu contexto de produção contemporâneo. Não apenas os Coletivos, aqui citados a partir de minha referência de contato com Desvenda, mas tam- bém a tendência relacional apontada na Arte Contemporânea evidenciam uma coerência histórica, na qual ela está inserida. Assim, paradoxalmente, a feira Desvenda demarcou um contraponto no sentido da contramão ge- rada por seu conceito-motor, ao mesmo tempo em que reverberou uma série de ocorrências de âmbitos paralelos e transversais a ela, motivan- do-me a pensar que, como mencionei no primeiro parágrafo, não estamos sozinhos, mas juntos. _ Referências Bibliográficas BOURRIAUD, Nicolas. Estética Relacional. São Paulo: Martins Fontes, 2009. MAFFESOLI, Michel. A contemplação do mundo. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1995. ROSAS, Ricardo. Hibridismo coletivo no Brasil: transversalidade ou cooptação In: Anais do 1º Simpósio Internacional do Paço das Arte, Padrões aos Pedaços: o pensamento contemporâ- neo na arte. São Paulo. Outubro de 2005. Disponível em http://www.canalcontemporaneo . art.br/forum/viewtopic.php?t=57. Acesso em 08/10/13.

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