educaSesc#4

EDUCA SESC 16 2020 os temas levantados pelo cotidiano. Afinal, cada ano é um ano, cada turma única, as professoras se renovam e as crianças mudam e exigem outras perspectivas. Cada ano de pesquisa na escola, observamos um trabalho reinventado, um material descoberto, uma outra arte construída, um outro elo efetivado. A cada ano os quase 600 km entre Erechim e Santo Ângelo se repetem, mas a cada visita temos uma escola diferente, mas nunca uma escola distante e alheia ao cotidiano das crianças, por isso sempre saímos da escola com mais e mais inspirações para fazer acontecer o que estudamos e pesquisamos na graduação. Cada pesquisa de campo na escola permite perceber que temos mil modos e jeitos para efetivar o acolhimento e reconhecer a criança no centro desse processo. Cada ano nossa experiência na escola é renovada, permitindo criar uma espécie de pertencimento a esse lugar, pois o acolhimento é sentido por cada pesquisador/a e as marcas ficam. Marcas documentadas por meio de fotografias, vídeos e produções escritas que vocês podem conferir acessando os QRCode abaixo: Ao Sesquinho Santo Ângelo, nossa gratidão pela acolhida de sempre! fim de garantir que as crianças sejam reconhecidas na organização da jornada educativa, fato observado também nas interações mantidas com as professoras da escola. Toda essa mudança conceitual e educativa, faz parte de um processo sem fim de formação docente, fato que vem ao encontro do que a professora Flávia falou em uma de suas reflexões sobre as visitas realizadas na escola: “Já fui professora no Sesquinho, de 2005 a 2007. Já estudávamos sobre Pedagogia da Infância, mas o que fazíamos? Organizávamos a sala para dar aulas! Dá pra entender que tudo é um processo?” (Professora Flávia Burdzinski de Souza). E nesse processo de mudança, de reinvenção educativa, que acreditamos no poder que esses encontros formativos entre a educação básica e o ensino superior possibilitam. AS MARCAS QUE FICAM... Cada visita deixa marcas. Marcas nas alunas, que saem com borboletas no estômago. Marcas em mim como professora, que me fazem repensar o currículo da Pedagogia. E marcas na escola, pois também sei que as professoras conseguem olhar para si e o cotidiano da escola ao nos receber. (Professora Flávia Burdzinski de Souza) Marcas que ficam, que são vividas, observadas, tocadas e cheiradas. Marcas de aproximações, de relações estabelecidas. Relações entre teoria e prática; professoras e estagiárias; formação inicial e continuada; crianças e adultos; materiais e espaços; saberes e fazeres pedagógicos na docência da Educação Infantil, etc. As marcas do Sesquinho ficam no Ensino Superior. São marcas que aparecem nas escolhas dos estágios, nos programas de extensão, nas pesquisas de trabalho de conclusão de curso, nas escolhas da vida pedagógica. As marcas dessas pesquisas de campo têm nos ajudado a projetar e pensar com mais propriedade sobre a Pedagogia da Infância e do acolhimento na constituição da formação inicial e continuada de professores/as. São marcas que fazem cada turma de Pedagogia, que inicia os estudos nas disciplinas de Educação Infantil, pedir: “Nós também vamos para Santo Ângelo no Sesquinho né?” Assim, os pedidos são atendidos e as viagens se repetem e se reinventam. Porém o que não se repete são as práticas da escola, os projetos, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CNE/CEB n. 20. Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEB, 2009. ROSSET, Joyce Menasce; RIZZI, Maria Ângela; WEBSTER, Maria Helena. Educação Infantil: um mundo de janelas abertas. São Paulo: Editora Edelbra, 2018. STACIOLLI, Gianfranco. Diário do acolhimento na escola da infância. Tradução (do italiano) Fernando Ortale e Ilse Paschoal Moreira. Campinas, SP: Autores Associados, 2013. VIEIRA, Flaviana Rodrigues; GOZZI, Rose Mara. A estética como marca da cultura. In: MELLO, Ana Maria et al. O dia a dia das creches e pré-escolas: crônicas brasileiras. Porto Alegre: Artmed, 2010. FLÁVIA BURDZINSKI DE SOUZA é graduada em Pedagogia (IESA-RS), com Especialização em Ensino Pela Pesquisa e Aprendizagem por projetos (UNÍNTESE e UTP -PR) e Mestrado em Educação nas Ciências (UNIJUÍ-RS). Atualmente é professora do curso de Pedagogia da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) Campus Erechim. Pesquisadora e professora extensionista de temas relacionados à Pedagogia da Infância e a Educação Infantil. Professora substituta no Instituto Federal Farroupilha - Campus Santa Rosa- RS nos cursos de Licenciatura em Matemática e Ciências Biológicas. ROBERTA SCHMITH é acadêmica do Curso de Pedagogia da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Erechim/RS. Bolsista do Programa de Extensão Seminário Permanente emEducação Infantil.

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