educaSesc#4

21 EDUCA SESC 2020 RESUMO Apresentamos o relato do concerto musical interpretado na Língua Brasileira de Sinais (Libras) que teve como objetivo homenagear a Comunidade Surda Brasileira e compartilhar um repertório instrumental de maneira acessível. Para realização desse concerto foi selecionado um repertório de diversas nacionalidades, as músicas foram arranjadas para as diferentes formações e acontecerem ensaios coletivos entre os grupos e a intérprete de Libras. O concerto foi realizado por voluntários, sendo que estes ajudam outras pessoas e comunidades e são movidos por uma combinação de razões pessoais e altruístas (STEBBINS, 1999). A música não é um produto cultural exclusivo das pessoas que ouvem, sendo importante possibilitar o acesso à música também para a comunidade surda (RIGO, 2019). É um desafio para o profissional intérprete de Libras realizar este tipo de atividade por se tratar de músicas instrumentais. Destacamos a necessidade de tornar os ambientes musicais mais inclusivos e de garantir para a comunidade surda participação nestes eventos. EIXO-TEMÁTICO: Inclusão social PALAVRAS-CHAVE: Libras, música, instrumental, voluntariado. INTRODUÇÃO Quantas vezes você assistiu um concerto e a música era interpretada na Língua Brasileira de Sinais (Libras)? Você já imaginou como seria possível compartilhar música instrumental com a comunidade surda? Sobre essa possibilidade, contaremos como foi organizado e realizado um concerto em Sapiranga/RS no ano de 2019 com a interpretação em Libras. A ideia de realizar este concerto surgiu após a musicista, educadora e coordenadora do Grupo Instrumental Ferrabraz, Estela Kohlrausch, assistir (1) uma apresentação com a Banda Ala 3 (2) com a interpretação em Libras por Dülly Günther. A experiência de assistir essa apresentação motivou tanto a musicista quanto a intérprete para essa oportunidade de vivenciar a música para a comunidade surda em outros locais. A interpretação e tradução desses sons permite que a música seja percebida de outra maneira, ressignificando seus limites. A professora Natália Rigo (2019) propõe que música não significa uma exclusividade das pessoas que ouvem, mas é importante ter em mente que a experiência musical do surdo difere daquela do intérprete, precisando a interpretação fazer sentido visual para os surdos. Em músicas “MÚSICA PODE SER PARA QUEM QUISER”: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA INTEGRANDO LIBRAS E MÚSICA INSTRUMENTAL 1 4º Seminário Internacional SESC Envelhecimento e 5ª Jornada Educação e Envelhecimento UFRGS. Realizado entre os dias 02 e 03 de julho de 2019, no Sesc Canoas, com o tema “Envelhecer no mundo contemporâneo: educação, trabalho e intergeracionalidade”. 2 Banda de Música da Base Aérea de Canoas/RS. POR ESTELA KOHLRAUSCH E DÜLLY GÜNTHER

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=