120 cidade, provavelmente não voltaria a ver de novo nunca mais. Cada um seguia sua vida. Sentia-me agora um pouco solitário, com aquele sentimento de vazio, de ressaca, comum quando acontecemmuitos estímulos de maneira veloz, em seguida se rompendo de forma abrupta. Estava um pouco inquieto pensando em como iria me virar na semana sozinho no Egito, com o pé lesionado. O decorrer de tudo isso foi para providenciar todas as burocracias do meu retorno ao Cairo. Forneci os documentos solicitados pela embaixada. Compraram minha passagem e enviaram para meu email. Com a passagem comprada, segui rumo ao aeroporto. Complicações Quando cheguei ao aeroporto, por ainda evitar apoiar o pé no chão, estava commuleta, como tornozelo enfaixado. Sabia que ia receber mordomias novamente por estar naquele estado. Porém, dessa vez não tinha cadeira de rodas disponível, como aconteceu na minha chegada a Beirute. A primeira coisa providenciada foi um carrinho que circulava por dentro do aeroporto. Fui levado até um local onde eu deveria esperar até desocuparem uma das cadeiras de rodas. Sempre prefiro sair commuitas horas de antecedência nessas situ- ações de embarque, para consequentemente esperar no aeropor- to. Portanto, estava com tempo de folga. Mesmo assim, me adiantei para fazer o check in das passagens. Pedi para omesmo funcionário que havia me trazido de carrinho me levar ao local onde pudesse fazer isso. Ele estava ocupado, chamou outra pessoa que me levou ao lugar desejado. Chegando lá, me avisaram não ter nenhuma passagem no meu nome. Mostrei no celular o comprovante. A atendente fez outra

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