121 procura no sistema, de novo não encontrou nada. Nesse momen- to, já avançava noite adentro, ou seja, era ruim voltar para casa dos amigos libaneses nessa hora. Também era fora do horário de expediente das embaixadas. Fazer qualquer tentativa para com- pra de uma nova passagem se tornava mais complicado. Liguei para a Sheila para tentar esclarecer, mas ela não atendeu. Faltavam algumas horas para meu voo e comecei a planejar as possibilidades do que poderia ser feito naquela circunstância. Mandei mensagem e tentei ligar para os poucos contatos que pu- dessem me ajudar. Nada de resposta. Devia passar das 22h, um horário péssimo para resolução do meu problema. Tentei ligar para a Sheila novamente. Agora com ela do outro lado da linha, expliquei o ocorrido. Ela disse que ia resolver e em se- guida retornaria a ligação. Fiquei por volta de uma meia hora de espera, de aflição, até receber a chamada. A Sheila me disse ter ligado para a embaixada. Falaram sobre algum problema de re- conhecimento do cartão na hora do pagamento. A situação já es- tava toda resolvida, eu iria pegar o mesmo voo. Estava quase na hora da partida, fazendo eu precisava correr contra o tempo para chegar. Por sorte, meu pé enfaixado me ajudou muito a recuperar o contratempo. Rapidamente me colocaram de novo no carrinho, depois conseguiram a cadeira de rodas e me fizeram furar todas as filas. Cheguei meio em cima da hora, mas ainda em tempo. Em viagens nunca faltam fortes emoções. De volta ao Cairo Com o cancelamento da ida à Síria parecia que todas as aflições se dissiparam. Entretanto, quando abri a porta do apartamento onde fiquei duas semanas enclausurado, sempoder sair por causa do pé torcido, veio uma onda intensa de melancolia. Aquela casa vazia me trouxe de volta, como uma enxurrada, todos os sentimentos
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