139 le animal. Ou mais provável: nem estaria frequentando um lugar dentro de uma faculdade. O terceiro ato foi quando alguns estudantes estavam sentados no chão comendo distraídos e a vaca chegou de mansinho. Quando as pessoas perceberam a aproximação, ficaram assustadas e se afastaram, deixando o café da tarde para o animal. Depois que ela comeu bastante, deu mais uns trotes, fazendo todo mundo sair correndo. A cena parecia com aquelas touradas espanholas feitas no meio da ruas da cidade. No quarto ato, ela deu umas cabeçadas perto de um grupo de jo- vens e de novo enganchou algo na ponta da guampa. Agora uma mochila. O Rikardo satirizava: “Ahora esta vaca rompe huevos ha ganado mi corazón, ella esta deseando comenzar sus estudios en la Universidad”. Lembro de rir muito da situação, assim como dos comentários do meu gracioso amigo chileno. Novamente conseguiramtirar amochila da guampa da vaca. Então, ela se cansou de brincar, terminando com seu ato final: saiumansa- mente, caminhando bemdevagar, como se nada tivesse acontecido. No fim da tarde, retornamos aos nossos quartos para descansar. Ainda teria mais um dia de empreitada. Terceiro Dia de Pintura Acordamos, fomos tomar o nosso café da manhã, que era sempre o mesmo: Cheese Pharata, um lanche tipicamente indiano, uma espécie de pão árabe recheado com um monte de coisas, que não tínhamos ideia do que era. Nessa época, eu já não estava mais co- mendo carne. Foi ótimo porque na Índia eles têmmuito pouco esse costume. Portanto, as opções com carne eram sempre raríssimas.
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