171 viajante acaba indo visitar. Só ninguém conta pelo que precisa passar antes de chegar. Os indianos, já acostumados, acham ser irrelevante falar sobre isso. Quando descemos do automóvel, paramos em uma grande faixa com umas quatro pistas para automóveis. Para atravessar era uma dificuldade imensa, não tinha sinal, sendo necerrário ir ca- minhando entre os carros, fazendo sinal com a mão para poder passar. Às vezes tínhamos que parar no meio da pista porque al- guns motoristas de mau humor não davam preferências para os pedestres. Por sorte, as velocidades não eram altas devido à quan- tidade de carros ocupando o mesmo espaço. Após várias tentativas, finalmente conseguimos atravessar. Fo- mos comer algo em um restaurante ali perto. Miraan, nosso guia turístico, começou a explicar que a mesquita foi construída no co- meço do século dezenove e foi feita para Haji Ali, um rico comer- ciante do Uzbequistão, conhecido por disseminar o islamismo e por fazer milagres. Depois fui pesquisar: reza a lenda que em uma de suas idas a Meca ele morreu, foi jogado ao mar e o caixão que cobria seu corpo voltou misteriosamente à costa. Portanto, fize- ramum túmulo seu entre rochas nomeio do oceano, perto do local de retorno do caixão. Por cima do túmulo construíram a mesquita Haji Ali Dargah em sua homenagem. Mesquita Sobre o Mar O trajeto até amesquita era cheio de comerciantes, vendendo todo tipo de quinquilharia possível: roupas, calçados, comidas, souve- nir, bules, xícaras, pratos, talheres, colares, cestos, eletrônicos etc. Tudo no modo Índia, gente amontoada, gritando para anunciar seus produtos, animais no meio da multidão; religiosos e turistas misturados. Foi nessa ocasião que comprei uma sandália baratís-
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