025 estava há cerca de dois dias em função de chegar ao destino final. Não consegui dormir direito, com apreensão no que iria encontrar nos próximos dias. Tinha todos os papéis necessários impressos e estavamuito atento. Não queria deixar nenhuma brecha para erros durante essas escalas. Um vacilo nesses percursos poderia compli- car a minha entrada nos países árabes. Finalmente cheguei ao Cai- ro na madrugada de 12 de outubro de 2018. Cairo, Egito A curadora do projeto, Sheila Zago, me passou o endereço da casa onde eu iria ficar. Era o apartamento dela, no bairro Maadi. Meu celular estava sem internet, sendo a primeira coisa que fiz foi pro- curar um táxi. Não via a hora de encontrar uma cama confortável para dormir uma boa noite de sono. Perguntei para Sheila o valor da locomoção e ela me disse ser em torno de uns dez dólares. Nego- ciei com o motorista um preço próximo a esse, em seguida fomos em direção ao local desejado. Não pesquiso quase nada quando estou planejando uma jorna- da. Acabo preferindo descobrir de acordo com os acontecimen- tos. Chegando ao endereço, o taxista queria me cobrar quinze dólares a mais do combinado. Tentei argumentar com ele, mas a comunicação estava complicada entre nós. Os dólares a mais que ele queria me cobrar, entendia perfeitamente: “twenty five dollars please, twenty five dollars please”. Até que cansei e dei a quantia a mais. Ainda agitado com tudo, esqueci de conferir o endereço quando desci. Resolvi procurar, descobrindo que o número do endereço que haviamme passado era ocidental e as numerações das casas na rua eram orientais. Não tinha como ligar, me restando como única alternativa, procurar.

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