038 bem temperado e apimentado, com cebola e alho frito por cima de tudo. É a comida mais tradicional e mais barata, encontrada em qualquer esquina. Comi emumamesa externa, vendo amovimentação dos pedestres e veículos. Depois, fui caminhar pelas vielas da cidade. Lá pelo meio da tarde, encontrei a Fernanda com um amigo belga. Fomos ao famoso Museu Egípcio, passamos algumas horas vendo os mais variados tipos de artefatos do antigo Egito: colares, pulseiras, ves- timentas, artes murais, estátuas de faraós, túmulos, monumentos históricos, bules, jarros, taças, pratos etc. Vi até umas múmias de milhares de anos com sua aparência de morte recente. Isso, gra- ças à avançada técnica de mumificação dos egípcios, criado mui- tos anos antes dos conceitos e avanços tecnológicos da ciência e da medicina atual. No final da visita, fomos fazer um lanche em um café ali próximo, ficamos um tempo conversando, depois nos despedimos, cada um seguindo para o seu lado. No fim desse passeio estava cansado, com a cabeça nas nuvens, com vontade apenas de voltar em casa para descansar. Fui até a estação, comprei os bilhetes e sentei em um banco para ficar na espera. Durante o aguardo resolvi responder umas mensagens em meu celular. Enquanto digitava, chegou o metrô. Levantei, entrando no vagão, ainda de cabeça baixa, direcionada a atenção nas mensagens. Estranhei não ter aquele empurra-empurra de sempre para entrar, mas nãome fixei muito nessas divagações, se- guindo com foco em outra coisa. Quando me encontrava já dentro do vagão me sentei no chão, bem ao lado da porta de saída. Fiquei mais alguns minutos digitando. Quando finalizei, guardei meu celular no bolso, voltando à posição de cabeça erguida, agora com visão do meu entorno. No momento que levantei a olhar, estavam todas me olhando, como se eu fosse um animal exótico e colorido. Via muitas burcas ao meu redor, al- gumas só comum fio de pano aberto entre os olhos, me olhando de forma perplexa. Como havia me sentado no chão, enxergava toda
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