040 Tinha cometido o erro de entrar no metrô, mesmo tendo sido ad- vertido. Foi bastante desagradável, mas ficou um bom relato para contar. Agora começava a me preparar para visitar Alexandria. Alexandria Em dois dias iria, junto com a Sheila, para Alexandria. Nos organi- zamos para fazer a locomoção, que duraria cerca de duas horas. A ideia era sair pela manhã, voltar à noite. Alexandria foi a capital e império do Egito durante muitas déca- das, bem antes de se tornar o Cairo. Na cidade existia o Farol de Alexandria, por muito tempo considerado uma das maiores es- truturas, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Hoje já não existe mais. Havia também a gigantesca Biblioteca de Alexandria, com um imenso acervo, considerada um dos grandes centros de conhecimento na antiguidade. Chegou a sofrer um incêndio, e foi reformada posteriormente. Acabamos fazendo outras atividades, não sobrando tempo para ir visitá-la. Chegamos à cidade pela metade da manhã, fomos encontrar um amigo da Sheila. Seu nome era Mohamed Fouad, era dançarino e ator de teatro. Passeamos pela orla do mar, conversando sobre coisas variadas. Na sequência, fomos a um restaurante almoçar e encontramos uma amiga de Mohamed. Ela se chamava Amar Al Qady, poeta e tradutora – era muito atenciosa e ficamos conver- sando bastante após o almoço. Depois, ela inclusive traduziu tanto para o árabe quanto para o inglês aquele texto que escrevi sobre morte, comentado no terceiro capítulo. Vou apresentá-lo aos(as) leitores(as) emummomento adequado. Em troca, traduzi uma po- esia dela do inglês para o português, com algumas liberdades poé- ticas que Amar me concedeu para melhor compreensão. O poema traduzido foi esse:

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