076 Na volta para Dahab, foi a mesma logística, o pessoal voltando a pé e eu no barco. Dessa vez me assegurei de ficar com uma chave da casa, para caso houvesse algum desencontro. Não queria passar pela mesma aflição de novo. Apesar de na volta ser mais fácil de re- solver esse problema: se não nos encontrássemos na outra margem era só eu ir para casa e esperar. Na ida essa opção não era possível. O retorno para o Cairo foi tranquilamente agitado: voltamos na ca- minhonete para casa do Moataz e passamos uma noite de sono. Na tarde seguinte encaramos novamente os quinhentos e poucos quilô- metros, comduração de umas dez horas emumônibus pinga-pinga. Preparativos Finais Chegando de volta ao Cairo, era impossível não pensar nos lugares perigosos me aguardando: Líbano e Síria. Começamos a organizar o envio de documentos, assim como a comunicação com a embai- xada do Líbano, que iria financiar nossas passagens de avião para Beirute, Trípoli e Damasco. Chegando lá, precisaríamos encontrar um lugar para ficar, sendo o suporte apenas para despesas de lo- comoções. Era necessário apresentar relatórios das atividades a serem realizadas: tinha uma exposição na embaixada do Brasil no Líbano programada em nossa chegada; estava também agendado para pintarmos em um campo de refugiados no norte do Líbano, na fronteira com a Síria; e depois uma ida a Damasco para ativida- des de oficinas e pinturas. Precisávamos apresentar previamente todas as informações e os materiais que seriam utilizados nesses locais, assim como resolver um mundaréu de burocracias. Isso nos ocupou bastante nos preparativos finais. Fiz diversos protótipos de desenhos, com explicação dos seus significados. Alberto fez uma simulação dos lambes, com os res- pectivos esclarecimentos dos trabalhos. Toda aquela labuta ár-

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