Revista Palavra 11

palavra. sesc. literatura em revista. 2022. Hermes de Sousa Veras é antropólogo, escritor e professor. Cea- rense radicado no Pará, publicou o livro de não ficção O sacerdote e o aprendiz: antropologia de um terreiro amazônico (2021, Edito- ra Letramento) e o livro de poesia Formas Veladas (2021, Editora Escaleras). É autor da newsletter gratuita de crônicas um mensa- geiro e do perfil de microcontos no instagram @viu.eitanem. Fez parte do Grupo Eufonia de Literatura, em Fortaleza, e atualmente participa de diversos coletivos-projetos literários: Fazia Poesia, Escambau, LiteraturaBr e Perpétua. Além disso, fez diversas ofi- cinas e cursos com as escritoras Anna Clara de Vitto, Débora Gil Pantaleão e Vanessa Passos. Hermes de Souza Veras página 071 para você. É que tem crônica sobre tudo que é assunto. Tem de ficção científica, as engraça- dinhas, as românticas, as de terror – já leu ou assistiu o jornal? Cabe de um tudo. Tem sem- pre esse carimbo na crônica. Agora é a sua vez, sou todo ouvidos. Telepáticos. — Pra entender o Brasil de hoje, o que você su- gere então, sabichão? Pedi calma no início, mas gosto desse sangue no olho! Leia as crônicas da mineira Cidinha da Silva e você vai entender um bocado do Brasil. — Ah, é? E quem está escrevendo pra nós, que somos jovens? Muita gente. Aliás, cada resposta dessa não se esgota. Certo? Imagino que você goste mais do TikTok. Perdoe se supus errado, mas vou suge- rir um perfil de Instagram. — Pra leitura? Isso mesmo. Acompanhe o coletivo @tear- dehistorias. É um coletivo de escritoras, tem um bocado de gente e texto novo quase sem- pre. Como está na rede social, obedece ao nú- mero mínimo de caracteres. — Mas agora eu quero livro! Você me deu von- tade de ler. Não me surpreende, basta um pouquinho de leitura para logo se querer mais. Então, a cea- rense Sofia Osório é daquele coletivo e tem um livro de crônicas poéticas, mas não se assuste! A linguagem é jovial. Mas, fala sério, sei que você gosta de poesia. Porém, a poesia já é outra história. Vamos dei- xar as outras perguntas para depois. O impor- tante é buscar, farejar, garimpar. Vou pedir só mais isso, juro: pra pegar gosto, saia pergun- tando por aí sobre cronistas, gente que faz li- © Thayanne Tavares vros, literatura, arte. É mais divertido do que receber qualquer lista. Antes de ir, reforço. Pro- cure nos jornais, eles ainda existem, tanto em papel quanto na internet. Se for demais para você ir até a página do jornal, cate no Insta- gram. Parece que tem jornal no TikTok tam- bém, ou sabe-se lá qual vai ser a próxima rede social que vai bombar. Se bem que daqui a pouco você estará com novos gostos e tudo que viveu vai se misturar e gerar, numa química maluca, uma pessoa nova. Já pensou nisso? Garanto, só cheguei a essa conclusão porque tive que escrever esta crônica. Só a escrevi porque gosto muito de ler. Só gosto muito de ler por ter tido na escola quem me mostrasse uns livros maneiros, ba- canas. Pode confiar, livros e texto assim estão por toda parte. É com essas gírias de velho que me despeço. Bora ler!

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=