17 16 para elaboração da tese sobre Nietzsche, dediquei-me a construir o texto sobre Estrela, estrela . Ao final de um trabalho que implicou a destruição de minha primeira abordagem sobre A paixão de V , para dali retirar materiais que de- veriam compor o novo primeiro capítulo, algo fez sentido. Com efeito, tudo o que Vitor havia dito sobre a importância de uma reflexão acerca do contexto e da gênese de sua primeira obra estava certo. Depois disso, havia ainda aquela introdução que precisava ser refeita, bem como os escombros de um capítulo a partir do qual eu deveria novamente montar um raciocínio sobre o seu segundo disco. Pressionado pelo final de uma tese de Doutorado e, em seguida, pelo início de uma carreira docente que exigia dedicação, vi-me novamente forçado a não poder concluir o livro. ... Transcorridos nove anos desde a primeira versão, o que fazer com esta minha “obra de juventude”? Sim, a intenção original lá em 2002 era mostrar uma unidade de caminhos no processo criativo do artista que recentemente lançara Ramilonga e Tambong . Mas se depois de Longes não cessaram de sur- gir artigos publicados em jornais e revistas que diagnosticavam o crescimento da compreensão e da circulação da obra de Vitor Ramil, qual sentido ainda havia em publicar o meu ensaio? Estava ele obsoleto ou confirmava o que veio

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=