7 URBE | # 01/04 | CARTOGRAFIAS URBANAS Enfim, é o resultado da tentativa de uma organização social, em que se de- senvolvem atividades diversas e, por isso, que é sobre ela também que vão se manifestar as expressões de mudan- ça. Nesse sentido, a cidade é um palco de interações e precisa dar espaço para que elas aconteçam. Hoje, muito se dis- cute o conceito de “cidade criativa”, uma estrutura urbana e econômica que per- mita maior desenvolvimento dos seus habitantes em relação as suas próprias demandas. A cidade criativa precisa co- nhecer o potencial de sua população e estabelecer cruzamentos entre os seus diversos conhecimentos, criando áreas de experimentação e networking . A ci- dade deve favorecer o encontro de seus habitantes para que estes se organizem como inventores do seu próprio entor- no. Criar redes de comunicação e intera- tividade cidadã é um fator crucial para o desenvolvimento social inteligente. É necessário pensar uma nova ci- dade para as pessoas. Instituições Governos e empresas têm uma missão importante de mediação, pois são eles que, por meio das instituições e organi- zações, atuam identificando e facilitan- do os processos por onde as pessoas podem agir na estrutura das cidades. Algumas instituições vêm tentando en- tender essa nova inteligência social que se movimenta em rede dinâmica, instan- tânea e simultânea, para poderem pro- jetar ações eficientes. Porém, na maioria das vezes, elas têm dificuldade de ava- liação e não conseguem diferenciar ino- vação de assistência social. A concepção de caridade e de doação ainda é muito presente na mentalidade tradicional das organizações, que acabam investindo em projetos que não estimulam a socie- dade para práticas inventivas em seu co- tidiano. As instituições, para fazerem um movimento coerente em busca de uma gestão condizente com as característi- cas contemporâneas, devem começar reformando os processos internos de seu funcionamento. Resumidamente, significa mudar a forma de percepção sobre a importância e a atividade de seus colaboradores e clientes/usuários, entendendo-os como o seu maior ativo, justamente o capital humano. O Estado e as empresas precisam encontrar meios de diálogo com o pú- blico, escutar e ser escutados. Arquivo Nômade

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=