NOTAS 1 www.flickr.com/photos/dastenras/6242847143/in/photostream 2 www.flickr.com/photos/dastenras/6743109745/in/photostream 3 www.flickr.com/photos/paocomdurex/872589485/in/set-72157601485946895/ 4 obscenica.blogspot.com.br 5 Aarão Reis (1853-1936), engenheiro e urbanista paraense, foi o chefe da comissão que construiu Belo Horizonte, entre 1894 e 1897. A rua que leva seu nome, talvez a única ainda hoje calçada e não asfaltada, está localizada entre a Avenida dos Andradas e os trilhos da ferrovia e do metrô, próximo à Praça da Estação e ao Viaduto Santa Tereza (famoso pelos arcos), numa região tensionada entre a gentrificação para a criação de um polo histórico-cultural e manifestações de resistência. 6 www.youtube.com/watch?v=s-GvvgctYiw 7 www.eraumacasa.blog.br 8 www.osconectores.ato.br 9 comjuntovazio.wordpress.com/2011/05/28 10 portal6.pbh.gov.br/dom/iniciaEdicao.do?method=DetalheArtigo&pk=1017732 11 retrigger.net 12 4e25.org/ 13 www.blog.azucrina.org 14 comjuntovazio.wordpress.com/2011/05/28 15 www.grupovecana.com 16 ahcidade.com/2011/06/marimbondo-na-cena-do-crime 17 www.overmundo.com.br/banco/vacas-magras-a-cow-parodia 21 Débora Fantini é jornalista e especialista em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Estuda e pratica artivismo relacionado à urbe e ao feminismo em Belo Horizonte, onde vive. É coeditora do zine Mixsórdia (mixsordia.com ), agenda cultural on-line de BH. Em 2010, participou da realização do Vendendo Peixe (urubois.org/vendendopeixe ), ocupação artivista no terceiro andar do Mercado Novo, no centro da capital mineira. URBE | # 04/04 | efemeridades URBANAS da intervenção, estava sendo realizado pela primeira vez no Brasil, em São Paulo. Em uma cidade de horizontes cada vez menos belos e mais restritos, com praças e parques cercados e vi- giados, na qual, em detrimento da hu- manidade dos sujeitos, atitudes contra a ordem e o capital são criminalizadas, desde a pobreza de um sem-teto até a liberdade de expressão de um picha- dor, as vacas magras representam, para mim, a liberdade. Inspiram-me a rumi- nar táticas para escapar do poder pelas vias do artivismo urbano, juntando-me à manada dos que também se engajam com a cidade e opõem-se às políticas de controle. cas irromperam num cortejo nonsense que parecia bloco de Carnaval, mas fora de época. Cerca de 20 pessoas, artistas ou não, fizeram vacas com materiais reci- clados ou baratos e passearam com elas por ruas da cidade: havia esculturas, fantasias, uma pessoa vestida de vaca doente emuma cadeira de rodas e outra empurrando um carrinho de mão com esterco, como se estivesse à venda. No final do trajeto, as vacas foram deixadas pastando pelas ruas. Realizadas duas vezes, em 2005 e 2006, as Vacas Magras – CowParódia 17 sa- tirizavam o evento internacional Cow Pa- rade, que, na ocasião da primeira edição festas feitas na rua com intuito de tornar realmente público o espaço urbano. Foto: Daniel Silva

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