35 URBE | # 04/04 | EFEMERIDADES URBANAS Referências BAUMAN, Zygmunt. Vida líquida . Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007. ______. Modernidade líquida . Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001. ______. Tempos líquidos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007. ELIAS, Norberto. A sociedade dos indivíduos . Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1994. FISCHER, Rosa Maria Bueno. Mídia e produção do sujeito: o privado em praça pública . IN: FONSECA, Tania Mara Galli e FRANCISCO, Deise Juliana. Formas de ser e habitar a contemporaneidade . Porto Alegre: Ed. Universidade UFRGS, 2000. LIPOVETSKY, Gilles. A era do vazio . Lisboa: Relógio D’Água, 1989. PESAVENTO, Sandra Jatahy. Memória, história e cidade: lugares no tempo, momentos no espaço . Uberlândia: Art Cultura, 2002, Vol. 4, p. 23. KEHL, Maria Rita. Depressão e imagem do novo mundo . IN: NOVAES, Adauto (orgs). Mutações: ensaios sobre as novas configurações do mundo . São Paulo: Edições SescSP, 2007. KUMAR, Krishan. Da sociedade pós-industrial à pós-moderna: novas teorias sobre o mundo contemporâneo . Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997. Clarissa Eidelwein é jornalista e editora das revistas Arte Sesc – Cultura por toda parte e Urbe – Cultura Visual Urbana e Contemporaneidade . Kellen Lazzari é bacharel em Direito com especialização em Direito do Consumidor (UFRGS) e mestranda em Memória Social e Bens Culturais (Unilasalle). nórdico não era convidativo. Conforme a expectativa do autor da polêmica so- lução, a avenida virou um efervescente ponto de interação entre as pessoas e, hoje, a capital dinamarquesa orgulha- -se de ser a de maior número de usuá- rios cotidianos de bicicletas. Para o prefeito de Bogotá no pe- ríodo de 1998 a 2001, Enrique Peñalosa, conhecido pelas soluções ousadas que adotou, entre elas, a restrição do esta- cionamento no centro da capital co- lombiana, além da construção de 300 quilômetros de ciclovias e da instalação de um sistema de ônibus rápido seme- lhante ao de Curitiba, é a sociedade quem deve decidir o que quer da sua cidade; no entanto, os setores funda- mentais não são consultados. Segundo ele, a igualdade está no centro do pro- blema. “Por que há mais bicicletas na Holanda ou Dinamarca que na Espanha ou Itália, onde o clima é melhor, não faz tanto frio e não neva em boa parte do ano? Porque são sociedades muito mais igualitárias. A cidade, da maneira como é desenhada, reflete os valores e a estrutura de uma sociedade. Uma ciclovia diz que ela é mais igual, que se preocupa com os mais pobres, com quem não tem um carro.” 5 A cidade que queremos é mais igualitária e solidária, e as intervenções urbanas – não apenas elas – contri- buem para que estas qualidades não sejam efêmeras. Foto: Carolina Eidelwein Intervenção em um muro de Ipanema, Rio de Janeiro, 2012
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